Vendas de imóveis residenciais

Vendas de imóveis no Rio de Janeiro sobe 52%, diz Secovi.

As vendas de imóveis residenciais na capital do Rio cresceram 52% entre janeiro a setembro deste ano frente a igual intervalo do ano passado. Foram vendidos 33 mil no período, segundo levantamento do Secovi-Rio.

Bairros como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá e Copacabana lideram o ranking de maior procura.

Na esteira do bom momento, a Bait Incorporadora pretende concluir as vendas das suas duas torres com mais de 180 imóveis no último terreno disponível da praia do Arpoador, na zona sul da cidade. Uma das coberturas duplex terá 530 metros quadrados e paisagismo assinado pelo escritório do arquiteto Burle Marx. A expectativa do mercado é que ela seja vendida por 28 milhões de reais, segundo apurou o Radar.

Por Lucas Vettorazzo
Data: 10/01/2021
Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/venda-de-imoveis-residenciais-no-rio-sobre-52-diz-secovi/

Construção Civil e mercado imobiliário

Construção Civil gerou mais de 244 mil empregos no país.

As atividades de construção criaram 244.755 vagas, em 2021, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado do ano, a quantidade total de vínculos formais ativos apresentou variação de 7,08%, na comparação com 1º de janeiro de 2021. Ao todo, o Brasil abriu 2,7 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, ante 18 milhões de demissões no período.

Os números foram divulgados ontem (31), pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O Caged considera apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais.

Já em dezembro, o saldo de empregos foi negativo em quatro dos cinco grupamentos de atividade econômica analisados. O único a apresentar saldo positivo (9.013 vagas) foi o de comércio. O saldo da indústria ficou negativo em 92.047 vagas; o da construção perdeu 52.033 postos de trabalho; o de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou uma queda de 26.073 vagas; e o de serviços diminuiu em 104.670 o saldo de empregos celetistas.

REGIÕES
As cinco regiões apresentaram saldo positivo de contratações ao longo de 2021. Na Região Sudeste, foram criados 1.349.692 postos de trabalho (crescimento de 6,8%); no Sul, o saldo foi de 480.771 postos a mais (alta de 6,61%); no Nordeste foram criados mais 474.578 postos (7,58%); no Centro-Oeste, o acréscimo foi de 263.304 vagas (8,07%); e a Região Norte teve incremento de 154.667 empregos formais (8,62%). Em dezembro, no entanto, as cinco regiões do país registraram saldo negativo no número de empregos formais. A região que perdeu mais vagas foi a Sudeste, com uma queda de 136.120 postos de trabalho (-0,64%). A queda na Região Sul ficou em 78.882 vagas (-1,01%), enquanto nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte apresentaram saldos negativos de 21.476 (-0,61%); 15.823 (-0,23%); e 13.375 vagas (-0,68%), respectivamente.

ESTADOS
No acumulado do ano, o estado de São Paulo foi o que abriu maior número de empregos formais, totalizando 814.035 novas vagas, o que representa alta de 6,80%. Em segundo lugar está Minas Gerais, com saldo positivo de 305.182 vagas (alta de 7,5); seguido do Rio de Janeiro, com 178.098 novos postos (5,77%). Os menores saldos foram registrados em Roraima, com geração de 4.988 postos de trabalho com carteira assinada; Amapá (5.260); e Acre (8.117).

SALÁRIO MÉDIO
O salário médio de admissão de trabalhadores com carteira assinada ficou em R$1.921,19 de janeiro a dezembro de 2021. Nas contas do governo, houve queda real (descontada da inflação) de R$ -79,07 no salário médio, uma variação de -3,95% em relação ao ano anterior.

Atualmente, o Brasil tem 41,3 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada, significando cerca de 19% da população (214 milhões) com vínculo trabalhista.

Por G1
Fonte: Sinduscon-RJ

Construção civil registra expectativa positiva

Queda foi mais branda que em anos anteriores.

A indústria da construção civil registrou avanço em todos os índices de expectativa. O otimismo quanto ao nível de atividade, número de empregados, compra de matérias-primas e novos empreendimentos avançou em fevereiro em relação a janeiro deste ano, de acordo com a pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quinta-feira (17) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O aumento também ocorreu na comparação com os últimos 12 meses. Foram ouvidas 428 empresas, das quais 157 de pequeno porte, 183 de médio porte e 88 de grande porte, entre 1° e 10 de fevereiro de 2022.

A expectativa em relação ao nível de atividade, que avançou 1,2 ponto, para 58,5 pontos, e atingiu o maior nível desde o pré-pandemia (fevereiro de 2020, quanto estava em 59,1 pontos), é um dos destaques.

O indicador de novos empreendimentos e serviços aumentou 0,8 ponto e alcançou 56,6 pontos. Em relação ao número de empregados, a alta foi de 55,5, para 55,9 pontos.

Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a expectativa sobre o nível de atividade atingiu o maior patamar desde a pré-pandemia. “Nos últimos dois meses, todos os índices de expectativa começaram a subir na comparação com o mês anterior, sendo que a expectativa de contratações cresce há cinco meses. Esse comportamento nos indica um otimismo crescente e cada vez mais disseminado entre as empresas”, explica. Em janeiro, a atividade e o emprego da construção registraram queda pelo terceiro mês consecutivo. As quedas de janeiro de 2022, no entanto, foram menos intensas do que as de janeiro de anos anteriores.

A UCO (Utilização da Capacidade Operacional) recuou 1 ponto percentual em janeiro de 2022 em relação a dezembro de 2021 e está em 65%. Apesar do recuo, o indicador é o maior para o mês desde 2014, quando a UCO se situava em 70%.

Por R7
Data: 17/02/2022

Confiança do empresário aumenta em julho.

Um dos motivos é a recuperação da economia.

Pela quarta vez consecutiva o Índice de Confiança Empresarial (ICE) medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) registrou alta. Dessa vez foi de 3,1 pontos em julho e atingiu 101,9 pontos. O índice varia de zero a 200 e, acima de 100 pontos, indica confiança.

De acordo com o Ibre, trata-se do maior nível desde junho de 2013. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os quatro índices de confiança dos setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE, que são o da Indústria, de Serviços, do Comércio e da Construção.

O superintendente de Estatísticas do FGV-Ibre, Aloisio Campelo Jr., informou que o ICE rompeu, em julho, a barreira de neutralidade dos 100 pontos com alta de confiança nos quatro principais setores pesquisados. O coordenador ponderou, no entanto, que apesar do número agregado favorável, percebe-se ainda bastante heterogeneidade nos resultados.

“No Setor de Serviços, a percepção sobre a situação atual continua fraca e a boa notícia é o retorno do otimismo em relação aos próximos meses em segmentos como Alojamento e Alimentação, dois dos que vêm sofrendo mais, durante a pandemia [de covid-19]. A confiança do Comércio ultrapassou os 100 pontos com avaliações muito favoráveis sobre o presente em segmentos como Materiais de Construção e Veículos, Motos, Partes e Peças e mais fracas nos Super e Hipermercados. A Indústria, setor com desempenho mais consistente nos últimos meses, continua enfrentando problemas no abastecimento de importantes insumos”, disse.

Houve avanço ainda nos indicadores componentes nos dois horizontes de tempo. O destaque ficou com o índice que reflete expectativas em relação ao futuro próximo. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) cresceu 1,6 ponto, alcançando 99,7 pontos, o nível mais alto desde outubro de 2013. Já o Índice de Expectativas (IE-E) avançou 3 pontos, chegando a 103,9 pontos, o maior nível desde junho de 2013.

De acordo com o Ibre, com destaque para a melhora das expectativas de curto prazo, todos os grandes setores que integram o ICE registraram elevação no mês. Esta é também a primeira vez em que todos os setores registram índices superiores aos do período pré-pandemia, algo até então alcançado somente pela Indústria.

Disseminação

O resultado de julho mostrou ainda que a confiança empresarial subiu em 73% dos 49 segmentos integrantes do ICE. Isso significa um recuo da disseminação frente aos 82% do mês passado. Segundo o IBRE, apenas a Indústria em disseminação de alta da confiança, inferior a 50%, , entre os grandes setores.

Por Agência Brasil
Data: 12/07/2021
Fonte: Sinduscon RJ

Vendas de imóveis residenciais no Rio.

Aumentaram 38% no primeiro trimestre de 2021.

O Centro de Pesquisas e Análise da Informação do Secovi Rio, o sindicato que reúne as empresas de habitação da cidade, concluiu um relatório sobre o total de imóveis negociados, no Rio, no primeiro trimestre de 2021. O estudo foi destaque no Jornal O Globo desta terça-feira (06/04), na coluna do jornalista Ancelmo Gois. Segundo a análise, o cenário na cidade para vendas de imóveis residenciais encontra-se favorável apesar da pandemia de Covid-19.

De janeiro a março de 2021, foram 9.645 transações residenciais no município, contra 6.984 registradas no mesmo período de 2020. O número desse ano só perde para o contabilizado no início de 2013, quando a cidade registrou 10.450 transações imobiliárias residenciais.

A Barra da Tijuca foi o bairro mais procurado para venda de casas e apartamentos, com 991 negociações ao todo no período. Em seguida, aparecem as regiões do Recreio dos Bandeirantes (911), Jacarepaguá (644) e Copacabana (552).

Com relação aos imóveis comerciais, o total registrado no primeiro trimestre deste ano foi de 1.268 transações imobiliárias, contra 1.176 apuradas no mesmo período de 2020. Isso mostra que a procura por salas e lojas está começando a dar sinais de recuperação na cidade, que vem sofrendo os impactos das medidas restritivas para combater o avanço da pandemia.

A Barra da Tijuca foi o local mais buscado para espaços comerciais, contabilizado 195 negociações entre janeiro e março. O Centro da cidade teve 181 transações no período.

Para ver o relatório completo, acesse aqui.

Por Secovi Rio
Data: 06/04/2021
Fonte: Ancelmo Gois/O Globo

Construção foi maior geradora de vagas.

Com taxa de juros baixa, consumidor passou a procurar imóveis.

Em um ano marcado pelo distanciamento social e restrições em diversas atividades por causa da tentativa de conter o novo coronavírus, era esperado que o emprego sofresse um grande choque em 2020. De Fato, a taxa de desocupação, de pessoas que não estão trabalhando e estão procurando emprego, subiu de 11,2% para 14,1% na comparação de novembro de 2019 com novembro de 2020, mas, em compensação, as contratações com carteira assinada subiram, o que é uma boa notícia. No ano passado, o país terminou o ano com 142 mil vagas CLT de saldo, após o próprio Ministério da Economia chegar a estimar 10 milhões de cortes logo no início da pandemia. O setor que mais contribuiu para isso foi o da construção civil, com 112.174 postos a mais que em 2019 entre admissões e demissões. O movimento é explicado pelo aquecimento imobiliário: com a taxa de juros baixa, o financiamento bateu recorde e fez com que essa atividade não parasse. 

“Nós somos a indústria que mais emprega e ainda há muito espaço para crescer”, afirma Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O saldo da construção civil no ano da pandemia é melhor do que o registrado em 2019, quando o setor criou 71 mil vagas — e o saldo do país foi de 644 mil. 

No ano passado, os financiamentos de imóveis chegaram a 123 bilhões de reais, um crescimento de 58% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Poupança e Crédito (Abecip). A taxa básica de juros está em mínimas históricas, de  2% ao ano e de crédito para imóvel girando entre 6% e 7% ao ano. Para este ano, apesar da expectativa do aumento da Selic por causa da pressão da inflação, os juros continuarão em patamares baixos e com pouco impacto na prestação dos financiamentos, impulsionando o movimento de mudança trazido, avalia a Abrainc. A expectativa de crescimento para 2021 dentro do setor é de 30%. 

Na avaliação do setor, a resiliência já mostrada em outras crises, junto com a atual conjuntura econômica e social do país, foi determinante para o resultado. Por muitos anos impulsionado por programas habitacionais, como o antigo Minha Casa, Minha Vida (agora Casa Verde e Amarela), o segmento viu na demanda por imóveis de média e alta renda o ponto de desenvolvimento de 2020. “A fatia para baixa renda, entra crise e sai crise, se mostra resiliente pelo déficit habitacional no país. Mas a demanda de médio e alto padrão está diretamente ligada à queda na taxa de juros, que permite o acesso a uma casa dos sonhos”, afirma França.  Segundo ele, a oportunidade trazida pela taxa de juros, somada à pandemia, incentivaram o comportamento. “As pessoas passaram a ficar mais em casa e pensam o que poderiam ter de melhor. Assim, passaram a buscar um imóvel mais adequado”, afirmou. 

O aquecimento do setor é importante para o mercado de trabalho pois há uma grande cadeia produtiva envolvida na construção civil. Desde o canteiro de obras até a fabricação de insumos.  Hoje, segundo a Abrainc, há 4 milhões de pessoas empregadas diretamente no setor, com potencial de atingir 7,5 milhões nos próximos anos. 

Pandemia

Considerada serviço essencial, a construção civil não parou durante a pandemia. Seguindo protocolos de saúde como distanciamento, uso de máscara e álcool em gel, o setor conseguiu evitar grandes ondas de contágio na pandemia. Segundo um levantamento feito pela Abrainc em 888 canteiros de obra no país, envolvendo 69 mil trabalhadores, foram registradas 11 mortes por Covid-19.

França avalia que sucesso no protocolo de prevenção da doença está diretamente ligado à natureza da atividade, que antes mesmo da pandemia já lidava com a segurança do trabalho. “Acrescentamos um cuidado à saúde junto a todos os outros protocolos e eles são eficientes”, diz. 

Por Larissa Quintino
Site: Veja
Data: 03/02/2021

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/impulsionada-por-credito-construcao-foi-maior-geradora-de-vagas-em-2020/

Quase 3 mil imóveis residenciais negociados.

Barra, Campo Grande e Copacabana entre os bairros mais procurados.

O número de imóveis residenciais comercializados na cidade do Rio no mês de janeiro foi considerado favorável, com a negociação de quase 3 mil unidades, segundo o Centro de Pesquisas e Análise da Informação (Cepai) do Secovi Rio (Sindicato da Habitação). O levantamento levou em consideração o mês de janeiro entre os anos de 2011 e 2021.

De acordo com o estudo, as transações de imóveis residenciais chegaram a 2.931 neste início de ano, resultado superior aos números registrados entre 2015 e 2020. O total contabilizado só perde para 2014 e isso reforça o panorama de boas perspectivas que o mercado vem apresentando para vendas de casas e apartamentos. Os bairros mais procurados em janeiro de 2021 para imóveis residenciais foram Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá, Copacabana, Campo Grande e Tijuca.

A JB Andrade Imóveis e a Carvalho Hosken são exemplos de empresas que investem na Barra da Tijuca. “A Barra realmente tem sido muito procurada. Os motivos são variados, mas os principais atrativos começam pela excelente qualidade de vida que o bairro nos oferece, proximidade da praia, tranquilidade em termos de segurança, todo tipo de comércio, metrô, e ótimos condomínios com área de lazer. Os imóveis mais novos e o tamanho deles, com uma planta mais generosa e com varandas, também são um grande atrativo, assim como as coberturas que estão sendo muito procuradas atualmente principalmente por quem tem criança”, afirma Solange Portela de Andrade, diretora da JB Andrade Imóveis.

Os bairros planejados da Carvalho Hosken também têm sido muito procurados. Prova disso é que a Rua Escritor Rodrigo Melo Franco, um dos acessos ao bairro planejado Ilha Pura, liderou o ranking de venda de unidades residenciais em 2020, de acordo com outro levantamento do Secovi Rio (Sindicato da Habitação) que teve como base o recolhimento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis). No período, foram realizadas 360 transações imobiliárias na região com valor médio de R$ 849.574.

Imóveis na planta e prontos para morar

No Recreio, a Martinelli Construtora é uma das empresas que investe na região. Um dos exemplos é o Reference Life Resort, lançado durante a pandemia e que está com mais de 70% das unidades comercializadas. Em Jacarepaguá, a Fernandes Araujo tem projetos como o residencial Guess, que está pronto para morar. Em Copacabana, a D2J vai lançar este mês o Selfie Tech, com 24 unidades, entre estúdios e coberturas integradas, além de espaços inteligentes, lazer e segurança. O empreendimento já está em construção.

Em Campo Grande, a Morar Mais Imobiliária, especializada na venda de imóveis pelo segmento econômico, comercializa várias unidades na região. Com a alta demanda, a empresa está abrindo 40 vagas para consultores de vendas para trabalhar na sede, que também fica no bairro. Já na Tijuca, a Concal e a Fernandes Araujo têm projetos com lazer completo e segurança, prontos para morar.

Por Cristiane Campos
Site: O Dia
Data: 12/02/2021

Fonte: https://odia.ig.com.br/colunas/panorama-imobiliario/2021/02/6084590-quase-3-mil-imoveis-residenciais-negociados-em-janeiro-no-rio.html

Lançamentos de imóveis cai no Rio, vendas surpreendem.

Número de lançamentos de imóveis cai 43%, mas vendas surpreendem

A cidade do Rio teve uma queda de 43% no volume de imóveis lançados entre janeiro e setembro de 2020, frente a igual período do ano passado. É o que mostra um estudo do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do ZAP+. Ainda assim, o preço médio dos lançamentos, por metro quadrado, aumentou 11%, alcançando R$ 15.110.

— O mercado imobiliário tinha uma expectativa muito boa para 2020. O primeiro trimestre, inclusive, foi o melhor dos últimos cinco anos — lembra o presidente da Abadi, Claudio Hermolin.

Contudo, construtoras como a Riooito e a Fernandes Araujo, que planejavam lançar projetos este ano, preferiram esperar.

— Começamos o ano com um cronograma de lançamentos mas, por causa da pandemia, decidimos aguardar — conta Flavia Katz, gerente de marketing da construtora Fernandes Araujo

Para Hermolin, mesmo com os problemas causados pela pandemia, o cenário macroeconômico favoreceu o setor com as seguidas quedas da Selic e das taxas de juros do financiamento imobiliário. Muitas construtoras decidiram manter lançamentos, mesmo com estandes fechados, mas apostando no contato virtual. E não se arrependeram.

— Lançamos um residencial de altíssimo padrão, com apenas seis unidades, no terreno onde funcionava o restaurante Antiquarius, no Leblon. O residencial foi 100% vendido no pré-lançamento — revela Paulo Araujo, diretor de Incorporação da Concal.

No Centro do Rio
Já a Tegra Incorporadora lança neste fim de semana um residencial na Rua Visconde de Inhaúma, quase esquina com Avenida Rio Branco. O projeto é o primeiro edifício que será erguido, em décadas, naquela parte do Centro.

Ainda segundo o levantamento do ZAP+, os bairros campeões de lançamentos foram Santa Cruz e Campo Grande, concentrando 53% das novas unidades este ano. O Recreio também está entre os “cinco mais”. A Martinelli Imóveis, por exemplo, fez 14 lançamentos este ano, a maior parte no bairro.

— No início da pandemia, todos estavam com receio porque o Rio praticamente foi obrigado a parar. Continuamos com as vendas remotamente no caso dos empreendimentos que lançamos antes de março.

Durante a pandemia, lançamos outros de forma online, o que nos deu a grata surpresa de sucesso total. Entre eles estão o Be Happy, na Taquara, e o Reference Life Resort, no Recreio dos Bandeirantes. Ambos com mais de 70% das unidades comercializadas no período — afirma André Moreira, diretor da Martinelli Imóveis.

Por Ana Carolina Diniz
Site: Extra
Data: 02/12/2020

Fonte: https://extra.globo.com/economia/castelar/numero-de-lancamentos-de-imoveis-cai-43-no-rio-mas-vendas-surpreendem-24777109.html

Vendas de imóveis surpreendem no COVID.

A reação do mercado imobiliário à pandemia pode ser vista em números.

A reação do mercado imobiliário à pandemia pode ser vista em números. Pesquisa da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostra que nos primeiros nove meses de 2020 houve aumento de 8,4% (9.976 unidades) no número de unidades vendidas em todo o país, na comparação com o mesmo período de 2019. O resultado foi positivo em todas as regiões. O levantamento indica ainda que a intenção de compra subiu 15% em outubro, superando patamares anteriores à pandemia.

A Martinelli Imóveis, por exemplo, fez 14 lançamentos este ano, sendo a maior parte do Recreio dos Bandeirantes, bairro que continua com muita demanda, totalizando mais de 1 mil unidades lançadas. “Continuamos com as vendas remotamente no caso dos empreendimentos que lançamos antes de março. Durante a pandemia, lançamos outros de forma online, o que nos deu a grata surpresa de sucesso total. Entre eles estão o Be Happy, na Taquara, e o Reference Life Resort, no Recreio dos Bandeirantes. Ambos com mais de 70% das unidades comercializadas neste período”, conta André Moreira, diretor da imobiliária.

A JB Andrade Imóveis lançou três empreendimentos na Barra da Tijuca. De acordo com João Batista de Andrade, antes da crise, a empresa já observava uma melhora nas vendas. “No início dela, tivemos uma parada acentuada nos negócios e, à medida que o tempo foi passando, com a queda brusca na taxa de juros e com uma grande oferta de financiamento imobiliário, passamos a ter uma crescente procura”, afirma. Segundo ele, um dos lançamentos no Jardim Oceânico, na Barra, teve 100% das unidades vendidas na pandemia. “Isso reforça que a experiência do isolamento social fez adiantar a decisão de compra de muitas famílias”, complementa.

A Vitale também fez três lançamentos em 2020: o Vitale Easy, no Campinho, o Vitale Eco, em Vargem Grande, e mais recentemente o Vitale Rise, no Encantado. Os três empreendimentos totalizam 551 unidades. “Esse ano foi muito positivo para a Vitale, mesmo com a pandemia, por causa da redução da taxa de juros. O impacto então não foi sentido, pelo contrário, houve um aquecimento, principalmente, para os produtos econômicos, hoje Casa Verde e Amarela”, ressalta Eduardo Paiva, diretor da construtora. Ele adianta que a empresa prevê lançar em 2021 três empreendimentos, chegando a um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 100 milhões. A D2J abriu as vendas no início do ano de um residencial de alto padrão na Lagoa, que está com 50% das unidades vendidas. Agora, a empresa prepara o lançamento do Selfie Tech, em Copacabana, em parceria com a Konek Transformação Imobiliária. O empreendimento terá 24 unidades entre estúdios e coberturas, além de serviços compartilhados, lazer e segurança. “O mercado imobiliário como toda a economia sentiu os primeiros impactos do isolamento social. Depois, com as seguidas quedas da Selic e das taxas de juros do financiamento imobiliário, o cliente percebeu que podia comprar um imóvel mais moderno e que atendesse às necessidades observadas neste momento delicado”, analisa Daniel Afonso, diretor da empresa.

A Bait está lançando o sexto residencial no Rio. O Igara, no Leblon, tem 16 unidades de 2 quartos, sendo duas coberturas duplex. Um dos destaques é o Terraço-Jardim, localizado acima das coberturas, que será um ambiente de interação com horta, jardins com espécies da vegetação litorânea, de restinga e ainda uma área de contemplação com vista para o mar. “Queremos que as pessoas se sintam em ambientes livres com a sensação de estarem em uma casa, valorizando as soluções arquitetônicas, de materiais e a natureza bucólica da Rua Igarapava”, conta Henrique Blecher, CEO da Bait. E mesmo as empresas que não lançaram este ano vêm registrando bons resultados na comercialização de seus estoques. É o caso da Fernandes Araujo. “Temos muita procura em nossos residenciais prontos para morar, que são o Art’e Tijuca, na Tijuca, e o Guess, na Taquara, além da demanda aquecida por terrenos. Neste último caso, registramos alta de 85% na venda de terrenos este ano. São dois perfis de clientes: a pessoa que compra para construir a própria casa, dentro da sua capacidade financeira, e os pequenos construtores que adquirem o terreno para transformá-lo em um produto, ou seja, numa casa que será colocada à venda”, afirma Flávia Katz, gerente de Marketing da construtora.

Na Riooito Incorporações, a previsão era lançar este ano um residencial em Piabetá no primeiro semestre, mas a empresa resolveu esperar. “E mesmo sem lançar, a curiosidade pelo produto tem sido muito alta, pois ele vai oferecer casas, apartamentos e unidades garden em um condomínio com lazer, completo, segurança e serviços. São várias famílias interessadas em adquirir um imóvel novo pelo segmento econômico na região”, afirma Clara Navarro, gerente de Marketing da empresa. Com relação ao desempenho de vendas do estoque, Clara conta que o Cenário da Montanha, em Itaipava, está 100% vendido. A primeira fase será entregue este mês. “No Cenário dos Pássaros, em Teresópolis, vendemos cerca de 10 unidades por mês. Acreditamos que, após a assinatura com a Caixa que acontecerá ainda em dezembro, essa velocidade de vendas aumentará”, diz Clara.

Por Cristiane Campos
Site: O Dia
Data: 02/12/2020

Fonte: https://odia.ig.com.br/colunas/panorama-imobiliario/2020/12/6039307-vendas-de-imoveis-surpreendem-na-pandemia.html

Impulsionada por crédito, construção gerou vagas.

Impulsionada por crédito, construção foi maior geradora de vagas em 2020.

Em um ano marcado pelo distanciamento social e restrições em diversas atividades por causa da tentativa de conter o novo coronavírus, era esperado que o emprego sofresse um grande choque em 2020. De fato, a taxa de desocupação, de pessoas que não estão trabalhando e estão procurando emprego, subiu de 11,2% para 14,1% na comparação de novembro de 2019 com novembro de 2020, mas, em compensação, as contratações com carteira assinada subiram, o que é uma boa notícia. No ano passado, o país terminou o ano com 142 mil vagas CLT de saldo, após o próprio Ministério da Economia chegar a estimar 10 milhões de cortes logo no início da pandemia. O setor que mais contribuiu para isso foi o da construção civil, com 112.174 postos a mais que em 2019 entre admissões e demissões. O movimento é explicado pelo aquecimento imobiliário: com a taxa de juros baixa, o financiamento bateu recorde e fez com que essa atividade não parasse.

“Nós somos a indústria que mais emprega e ainda há muito espaço para crescer”, afirma Luiz Antônio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O saldo da construção civil no ano da pandemia é melhor do que o registrado em 2019, quando o setor criou 71 mil vagas – e o saldo do país foi de 644 mil.

No ano passado, os financiamentos de imóveis chegaram a 123 bilhões de reais, um crescimento de 58% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Poupança e Crédito (Abecip). A taxa básica de juros está em mínimas históricas, de 2% ao ano e de crédito para imóvel girando entre 6% e 7% ao ano. Para este ano, apesar da expectativa do aumento da Selic por causa da pressão da inflação, os juros continuarão em patamares baixos e com pouco impacto na prestação dos financiamentos, impulsionando o movimento de mudança trazido, avalia a Abrainc. A expectativa de crescimento para 2021 dentro do setor é de 30%.

Por Larissa Quintino
Site: Veja
Data de postagem: 03/02/2021

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/impulsionada-por-credito-construcao-foi-maior-geradora-de-vagas-em-2020/